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Tomografia Computadorizada

INDICAÇÕES

A tomografia computadorizada é um recurso utilizado em medicina para o diagnóstico das patologias de todo os segmentos do corpo humano.

Inicialmente utilizada, em 1973, apenas para doenças do crânio, posteriormente, em 1976, passou a ter sua utilização também nas patologias do tórax, abdômen, membros e coluna. No crânio, podem ser feitos exames especiais para as doenças do encéfalo (cérebro, cerebelo e tronco encefálico), das órbitas, ouvidos (externos, médios e internos), seios da face, base do crânio e sela túrcica (com especial ênfase para a glândula hipófise), cobrindo todas as solicitações das especialidades médicas inerentes a patologias associadas a estes segmentos anatômicos.

No tórax, avalia-se, através da TC, as doenças dos pulmões, mediastino, o arcabouço costal e os grandes vasos (particularmente a artéria aorta torácica). No abdômen e pelve, são pesquisadas as doenças dos rins, fígado, baço, pâncreas, cadeia linfática, anexos ovarianos, útero, bexiga, próstata e as grandes artérias, particularmente a aorta abdominal, renais e ilíacas.

Nos membros superiores e inferiores, buscando-se as patologias ósseas, propriamente ditas, e as doenças das articulações e da musculatura. Doenças arteriais dos membros inferiores podem também ser investigadas. No pescoço, pode-se investigar doenças arteriais, musculatura, cadeia ganglionar, glândulas e, em particular, a tireóide.

Com relação a coluna vertebral, pode-se fazer exames da coluna cervical, torácica, lombar e sacro-coccígea, para a pesquisa de lesões ósseas, articulares, radiculares (em particular hérnias de disco) e da própria medula espinhal.

POSICIONAMENTO DO PACIENTE

O paciente a ser examinado deve permanecer deitado na posição supina sobre o leito ajustável, com a parte de seu corpo a ser examinada colocada dentro do orifício central da unidade de varredura. Um feixe de luz laser ajuda no adequado posicionamento. Os níveis e angulações dos cortes tomográficos são escolhidos de acordo com a necessidade de cada exame.

USO DO CONTRASTE

As experiências iniciais de Ambrose revelaram que muitas lesões cerebrais eram melhor visualizadas pela tomografia computadorizada após a administração endovenosa de contrastes iodados. Isso é resultado de uma aumento dos valores de atenuação da lesão devido ao acúmulo de contraste pela mesma, quer pela neovascularização àquele nível quer pela quebra da barreira tecidual decorrente da patologia básica. Diferentes meios de contrastes com dosagens específicas para cada tipo em particular têm sido utilizados.

O bom resultado do exame contrastado depende do nível plasmático de iodo durante o exame, sendo esse nível razão direta da quantidade de contraste recebida. Por isso mesmo é que a dose a ser ministrada baseia-se no peso corporal do paciente, sendo necessária a manutenção de 40 mg de iodo por 100 ml de plasma para uma boa diferenciação das áreas lesadas em relação aos tecidos normais situados ao redor. Norman, após estudos comparativos, concluiu que, para alcançar tais valores e iodo plasmático, é necessário que o paciente adulto receba, em média, de 28 a 42 g de iodo total. Níveis de iodo abaixo do limite inferior acima mencionado não oferecem bons exames contrastados.

O serviço deve estar preparado para as eventuais ocorrências secundárias ao uso de compostos iodados. Os contrastes mais seguros são do tipo não-iônico, sendo estes os mais utilizados nos serviços de diagnósticos por imagem de todo o mundo.