Densitometria Óssea
A Densitometria Óssea é um excelente exame que utiliza uma fonte de raios-X através de uma técnica específica e um computador que é capaz de fazer a avaliação da densidade mineral óssea (DMO) com consequente predição do risco de fratura e determinar o tipo de intervenção a ser feito. Tem objetivo de diagnosticar precocemente a osteoporose com análise do fêmur, coluna lombar e/ou antebraço. Além da composição corporal total, incluindo proporção massa muscular/gordura.
Atualmente, é considerado método padrão “ouro” para identificação de indivíduos com osteoporose, pois o erro de precisão é de 1 a 2 %. Por conseguinte, influencia diretamente na identificação dos indivíduos candidatos a intervenção terapêutica, aumentado a aceitação e aderência desta, possibilitando também, ao longo do tempo, a avaliação das mudanças da massa óssea e avaliação quanto a evolução natural da doença. Sendo um método não invasivo e de fácil e rápida execução, a Densitometria Óssea ocupa um importante espaço nos métodos auxiliares diagnósticos.
A radiação necessária para a realização do exame é mínima e, quando comparada àquela utilizada para um exame de raio-X de tórax por exemplo, chega a ser 10 vezes menor. Quando nos distanciamos 1 metro da fonte que gera os raios-X, ela pode ser considerada praticamente desprezível.
INDICAÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DO EXAME
1º Todas as mulheres de 65 anos ou mais.
2º Mulheres com deficiência estrogênica com menos de 45 anos.
3º Mulheres na peri e pós-menopausa com fatores de risco associados (fratura prévia, idade avançada, história familiar de osteoporose, tratamento com corticóides, raça branca, menopausa precoce, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, dieta pobre em cálcio, doenças que induzem perda de massa óssea, medicamentos que alteram a massa óssea e outros).
4º Mulheres com ausência de menstruação por mais de 1 ano (amenorréia secundária)
5º Todos os indivíduos com evidências radiológicas de osteopenia (redução da mineralização óssea) ou fraturas vertebrais.
6º Indivíduos que apresentam perda da estatura (maior que 2,5 cm) ou hipercifose torácica (deformidade torácica).
7º Homens com 70 anos ou mais.
8º Indivíduos em uso de corticosteróides por 3 meses ou mais.
9º Mulheres com índice de massa corporal abaixo de 19 Kg/m2.
10º Portadoras de doenças, ou uso de medicações, associadas à perda de massa óssea.
11º Para monitoramento de mudanças de massa óssea decorrentes da evolução da doença e dos diferentes tratamentos disponíveis.
12º Todos os indivíduos que tenham sofrido fratura por trauma mínimo ou atraumática.
COMO FUNCIONA O EXAME
O paciente é deitado de costas em uma mesa fixa, de onde serão emitidos os raios X. Será feita uma “varredura” através de um braço leitor (cursor) que caminhará sobre a área óssea de interesse e sem tocar no paciente o qual não sentirá nenhum tipo de dor e apenas ouvirá um ruído relativo à movimentação do cursor. O cursor capta a radiação que é então enviada a um computador que realiza a interpretação dos dados. Em média, o exame demora 20 minutos, sendo habitualmente avaliado 2 locais ósseos distintos.
ALGUMAS PERGUNTAS E RESPOSTAS:
Qual o período médio indicado para realização de um novo exame?
Em geral, recomenda-se estudos com intervalos mínimos de 12 a 24 meses.
Gestantes podem realizar o exame?
Não. Está contra-indicado realização deste exame em casos de gravidez ou suspeita.
Portadores de prótese de fêmur podem realizar o exame?
Sim. Caso unilateral, utiliza-se o lado oposto. Caso tenha prótese bilateral, substitui-se a medida para outro local.
Em casos de cirurgias de colunas com colocação de placas e/ou parafusos?
Quando a área é pequena, pode ser feita e medida em outro segmento da coluna vertebral. Caso o material interfira na análise, utiliza-se outro segmento anatômico como opção, por exemplo, o rádio distal.
Há algum cuidado antes de realizar o exame?
Sim. Caso utilize cálcio, este deve ser suspenso pelo menos 24 horas antes do exame. E na realização prévia de exames que requerem uso de contrastes iodados ou com bários, recomenda-se que aguarde 2 semanas para a Densitometria.
RESULTADOS
Serão avaliados de acordo com seu histórico, previamente anotado no dia do exame. As imagens, interpretadas através de gráficos e medidas realizadas pelo aparelho, fornecerão subsídios para se chegar ao diagnóstico preciso de sua Densidade Mineral Óssea.
De acordo com sua história clínica, sintomas e outros exames, seu médico irá indicar, se necessário, qual opção terapêutica mais adequada para seu caso.
